terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Murmúrios - I

(anotações aleatórias ao deus-dará, ao longo das estradas)

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Fiel depositário
Ser fiel depoítário dos meus próprios desmantelos

Projeto literário - I
Contos da carrocinha, para cães suicidas.

Projeto literário - II
Contos de fraldas, para crianças (durante a amamentação)

Discussão
Nada compensa a energia gasta para vencer uma discussão. No final, o silêncio é sempre o grande derrotado.

Constatação
No infinito, todas as lembranças se encontram

Aviso
Nenhum destino fica de sobreaviso.

Inspirado em Giba
As reverberações policinésicas da antropogênese geram cinestesias sobressaltadas.

Solo
Para o solitário de si, um é demais.

Sonso
Concordo com o Sérgio, ladrão de gatos do centro do Recife. O gato é um animal sonso.

Função da vida
Esfregar o nariz na alma do mundo.

Psicanalítico
Na psicologia (ou será a psicanálise), há uma expressão muito rica: "equilíbrio enfermo". Gostaria de postular, modestamente, o desequilíbrio são.

Descoberta
Há, sim, olhos que sussurram luz.

Pergunta
Onde se escondem os vaga-lumes, durante o dia?

Místico azarado
No dia em que começou seu jejum, esbarrou em uma suculenta feijoada.

Alcooólicas
Peso 78 litros, me disse ele, com aquele bafo de cana e cerveja.

Limpeza interna
Está certo o sábio Iramarai, quando afirma que o melhor lugar para limpar catota é no trânsito, com os vidros fechados.

Diferença
Sim, mágicos temos aos montes, mas os que têm magia são raros.

Aparências
E o falso boa gente, heim?

Canina
Há cães que ladram tanto, que nunca vêem as caravanas passarem.

Diferença
Há mãos que aquecem e mãos que esquecem.

Focado
E aqueles, que para mudar, pensam somente no caminhão?

Ôps
O dinheiro do bêbado sempre fica no bolso da outra calça.

Jumentinho
Tenho um amigo que não é lá essas simpatias. Batizei-o de jumento amável.

Crime
A bufa, este crime sem cadáver.

Volta por cima
De derrota em derrota, até a cambalhota.

Sorte
Sorte, este pedacinho de nada brincando com a vida.

Cabo de Santo Agostinho, nos finalmente de 2006.

4 comentários:

Simone disse...

Oláááá Sama,

olha acho que os vaga-lumes não se escondem é que durante o dia eles ficam discretos diante do brilho do sol... kkkkk...
bjs

Anônimo disse...

Ainda sobre o natal,

Acho absurda a crítica ao natal quando não compactuamos das outras esquizofrenias sociais que são; o futebol o carnaval e as demais máquinas do capitalismo. Bom, essas Z ou ópio do povo fazem parte !!!!

Um período que as pessoas tem a tradição de chegarem perto e dizer aos que lhe são ternos, que ama e decide fazer algo para agradar... O natal é a tradição que legitima a distribuíção de ternura.

Comércio, capitalismo se a revolução tivesse sido conquistada!! Mas, agora o que resta é a transformação pessoal, e desejo profundamente que seja para a humanidade com dimensões planetárias. Comércio lucra, mas não consigo entender a palavra obrigação para dar um telefonema, nem obrigação de dar um presente, nem obrigação de dar um abraço e um beijo. Tenho essa dificuldade porque só faço isso quando sinto vontade que lembra verdade.

Acho que o final do ano serve para se fazer balanços não só financeiros :)), mas principalmente vividos e marcados emocionalmente. Ai, temos muitas coisas principalmente o resgate do que foi bom e trouxe sentimentos bons e do que não foi. O bom de tudo é que simplesmente crescemos.

Desejo de verdade a todas as pessoas que utilizaram esse espaço como lugar de expressão de sentimentos, que em 2007 utilizem mais, compartilhem mais e rompam as barreiras....

Bianca

ps - Desculpa não ter comentado as anotações :))!!!

Sonia disse...

O desquilíbrio são me parece um estado invejável.

Anônimo disse...

Sama, meu querido
Você foi fundamental neste 2006. . Obrigada pelo anjo, obrigada pelas visitas matinais, pelas palavras de incentivo e carinho e muito mais por segurar a onda do "Mago".
Feliz 2007, a gente merece e precisa.
Beijo
Naire