quinta-feira, 8 de março de 2007

Cronista sem inspiração pede ajuda aos 57 leitores

Amados leitores, iria escrever sobre a questão da maioridade penal, tema que sempre retorna, como a salvação para o clima de insegurança no País, mas desisti por causa de um cansaço recente;

Pensei em escrever sobre o Dia Internacional da Mulher, mas não tem nada a ver;

Andei cogitando falar sobre futebol, mas o meu clube, o Santa, está na marca do pênalty, levando sovas a mil;

Rabisquei uma história sobre minhas pesquisas do período da Ditadura, mas não me pareceu adequado;

Estava coletando dados sobre o calor insuportável do Recife, e as paradas de ônibus, que nunca oferecem uma sombrinha sequer, mas estou no ar-condicionado da escola em que ensino, e um tema desses o camarada só pode escrever mesmo no mormaço;

Iria falar sobre uma recente visita ao Poço da Panela, mas comemorei algo com os amigos, me excedi um pouco e faltou o registro no momento correto;

Depois me ocorreu um texto sobre bolsa de mulher, que tem tudo e não tem nada, mas não desenvolvi o tema de forma coerente;

Tentei fazer um levantamento dos amigos que estão indo morar fora do Recife, mas como agora moro no Cabo, não tenho como me meter nas coisas da cidade vizinha;

Por último, falaria sobre Eliete, do Alto José do Pinho, que está de namorado novo (em fase de teste, segundo ela), mas não cheguei a algo concreto;

Então, mergulhado nesta falta de inspiração completa, suplico aos leitores algum tema pungente para uma crônica interessante.

Ou seja: aceito sugestões para a crônica de hoje.

20 comentários:

Andreia disse...

Ah! meu nobre Sama! vc nãó é obrigado a ter inspiração todos os dias e escrever páginas e mais páginas. Fique tranquilo, seremos compreensivos com você! Lógico que é sempre bom ver uma crônica nova, pois tantas vezes vc me fez rir em momentos que o riso andava meio encostado, me fez acreditar em coisas boas, enfim, mas já li o que vc escreveu por hoje e fico aguardo que os ventos da vida soprem mais inspirações, pq escrever é realmente seu forte...
Quando não vejo crônicas novas, vou lá no blog do santinha e leio também as crônicas imortalizadas do livro Estuário crônicas do Recife...

P. disse...

Por que não escreve sobre a falta de inspiração. A angústia, o sofrimento que isto causa a quem tem que diariamente suplicar migalhas a ela para tornar a vida possível?

Abraços

naire valadares disse...

Sama,
Não precisa escrever nada, basta o seu imenso sentimento.
Por falar em escrever dá uma olhada no turbante, quem está lá hoje é a Maria da Penha.
Beijo
Naire

Anônimo disse...

o que quer uma mulher...

capilé disse...

Vale a pena falar de Bush??? Vai tomar uma gelada meu camarada, esquenta não, abração.

Anônimo disse...

'Amigos que não fiz'.

Anônimo disse...

'Amigos que não quis'.

Paulino disse...

Sama pow.. fala do livro de Enri de Luca "Três Cavalos" ... li por indicação tua há uns tempos atrás e considero um dos 10 melhores que já li em minha vida..
Você até uma vez ia falar sobre ele aqui no Estuário, mas aí começou com suas elocubrações, divagações e acabou sem voltar ao assunto (apesar de que a crônica até q ficou interessante naquele dia).. bom é isso. Abraço forte.
Thiago

Gabrilela disse...

Oi Sama,

As vezes o sinlêncio invade nossa alma e é preciso compreende-lo. A inspiração virá de uma forma linda, com a mais bela poesia de tua palavra.
Então não chore, pois tua cabeça é um chafariz e é normal de vez em quando faltar água.

Silvia disse...

que tal um estudo poético-sensível-antropológico sobre os cabelos brancos?
eu
un petit bisou pour toi

Anônimo disse...

57 leitores, hein?!
Sr. falsa modestia.
cheiro.

fabiana.

Breno disse...

Coisa complicada isso de arrumar assunto. Faz uns dias que procuro e não acho. Se encontrar algum perdido numa esquina, aviso.

Nabuquinho disse...

Oi! Inácio, digo, Samarone,
Escreva sobre a maioridade penal: quando o Código Penal foi feito, 1941, a expectativa de vida do povo Brasileiro era em torno de 40 anos (confirmar), então durante quase a metade da vida do brasileiro ele era inimputável. É justamente aí que mora a questão, aumente-se a maioridade penal para 35 anos e em uma canetada reduziríamos os crime pela metade, ou mais, já que os crimes são praticados pelos jovem... viu, que genial...

Anônimo disse...

Pega um cineminha e faz uma crônica de lá.Assiste Borat é muito bom.

Anônimo disse...

Olá Samarone,

Escreve sobre o que vc mais sabe que é sobre os sentimentos humanos... ontem vi uma cena inspiradora... Estava em Barra de Guabiraba... esperando encostada no carro o grupo de trabalho. O carro estava em frente a uma loja dessa que vende de tudo... em desabalada carreira na bicicleta vem um menino que pelo físico deveria ter uns 12 anos. De forma abrupta estacionou a bicicleta e entrou na loja decidido e com muita pressa. A sua calça comprida estava bem pequena, coronha e deixando a mostra o seu "cofrinho" a camisa também estava apertada e curta, julguei que essa fora por um par de tempo a sua roupa domingueira. Aguardei que ele desse uma ajeitada subindo as calças mas a unica coisa que o fez parar foram os cadernos de espiral com capa dura. Ele os olhava radiante, ficou durante alguns bons minutos observando as figuras das capa e as comparando...tinha o dinheiro da compra seguro entre os dedos... tive que ir embora... ele continuou já compenetrado na sua escolha com um olhar radiante e prestes a tomar a sua decisão de criança que já ama o ofício... me conta o final disso...

Anônimo disse...

Para ti em tempos de desinspiração, A Musa de Akhmátova:

Quanto, à noite, espero a tua chegada,
a vida me parece suspensa por um fio.
Que importam juventude, glória, liberdade,
quando enfim aparece a hóspede querida
trazendo nas mãos a sua rústica flauta?
Ei-la que vem. Soergue o seu véu,
olha para mim atentamente.
E lhe pergunto: "Foste tu quem a Dante
ditou as páginas do Inferno?". E ela: "Sim, fui eu".

Anônimo disse...

sama,

escreve sobre a importância da bufa.

é só no que penso hj; tô numa crise estomacal...já passaste por isto? é brabo!

a discriminação dos bons costume impede que a gente reflita sobre esses manifesto físicos. pq não quebrar esse tabú?

Samarone Lima disse...

ótimas as sugestões, vou aqui tentar algo.
abraços a todos,
sama

Joaquim Alves disse...

Que tal falar sobre a venda de produtos piratas nas ruas do Recife?

"Anos atrás, durante meu curso de MBA em Marketing, um professor combinou comigo de fazer uma provocação à sala, onde eu deveria defender a pirataria de um modo geral. Tudo combinado apenas entre eu e o professor, para arrancar uma discussão mais séria sobre o assunto. Foi muito interessante: Descobri naquela simulação forçada, muitos argumentos a favor dos produtos piratas, que antes eu não enxergava. E quanto mais a sala vinha em peso contra meus argumentos, mais eu me enchia de novos para defender o direito daqueles que não têm chances no mercado oficial de trabalho. Fiquei sozinho, é claro, contra uma sala com mais de vinte alunos."

Veja mais no link http://au.blog.360.yahoo.com/blog-PzqEEvc7cac1X.K8n1A-?cq=1 e deixe a sua opinião sobre o tema proposto.

Sds
JJ

Anônimo disse...

Meu caro Lima,

mais do que inspiração você precisa de transpiração, com textos precisos, detalhados... caminhar é bom,mas, para os dias nublosos tenho uma sugestão: O porquê da falta de inspiração - op 0001, 0002...

Um forte abraço, LuCas.